Jardim de Tártaro

Sábado, 31/05/2025

Queria escrever mais sobre o que sinto. Percebo que a minha criatividade adormece no leito das distrações. Barulho incalculável de telas, falas, conexões estranhas dos meus pensamentos. Eu, nada faço, observo, me sinto a parte desse mundo, enquanto vejo minhas repartições ruírem com o tempo. Ele, o tempo que não volta, me acolhe de longe, adeus saudoso de uma vida não construída, requentada sempre ao molho do talvez. Penso que poderia ser diferente, mas só pensar de nada adianta. Queria eu criar força para fazer o que devo fazer e sair da mesmice de só pensar no que deve ser feito. Enquanto penso, a vida segue; e eu, não aconteço.